12 de abr. de 2020

Fabulário: contos, fábulas e lendas (Audiolivro)

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Fabulário: contos, fábulas e lendas (Audiolivro)
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13 de mar. de 2020

A etimologia da palavra “huguenote”


A etimologia da palavra “huguenote”

A etimologia da palavra huguenote foi sempre muito controvertida. Há origens extravagantes, como huc, guenaux!,  isto é, “para trás, leproso!” e outras. Alguns historiadores dizem que o nome foi tirado do local onde, em Tours, se reuniam secretamente os adeptos da nova religião, próximo da porta Hugon. (A lenda partiu daí para fazer uma espécie de lobisomem ao qual os protestantes estavam ligados por um pacto satânico). Mas a opinião mais acreditada é a que faz derivar a palavra huguenote do alemão Eldgenossen (confederados ligados por juramento).

A origem do “fiasco”


A origem do “fiasco”

Biancoletti, celebre ator italiano, desempenhava, numa peça muito em voga no seu tempo, um papel de que fazia parte um longo monólogo, cuja interpretação ele variava constantemente, introduzindo-lhe, cada vez, novos efeitos cômicos. Para esse fim trazia na mão um objeto qualquer, um saca-rolha, uma carta, uma cabeleira, etc., que lhe servia de tema para uma infinidade de piadas, com que o povo ria a bandeiras despregadas. Uma noite Biancoletti trazia na mão uma garrafa (fiax) e sobre isso foi arquitetando as suas a alusões e chistes de improviso. Mas, ou fosse porque o objeto se não prestasse, ou porque a veia cômica falhasse daquela vez, o certo é que não conseguiu a graça e o público ficou frio e impassível. Então o artista furioso, arremessou a garrafa ao chão, exclamando:

— Por tua causa fiz papel de bruto!

O público desta vez riu... mas de troça.

Desde então, quando qualquer ator não agradava, dizia-se:

— Temos fiasco!

Esta etimologia é dada por uma revista francesa.

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Careta, 1919.

A origem da “bolsa”


A origem da “bolsa”

A origem da palavra bolsa ainda não foi bem determinada. Alguns, porém, derivam a sua etimologia da palavra Bruges, que, no século XII, era o banco principal da Liga  Hanseática no ocidente, pois parece que ali se  reuniam os comerciantes em uma casa, em cuja  frente estavam insculpidas três bolsas. Outros dizem  que esta casa pertencia a uma rica família chamada  Van der Bourse, da qual derivou a denominação de  bolsa dada à reunião dos comerciantes de Bruges,  e adotada depois nas cidades comerciais da França, Itália e Alemanha.

A origem do “poltrão”


A origem do “poltrão”

Eis a etimologia que Saumaise indica para a palavra poltrão. Vem, diz ele, de pollice truncus (que tem o polegar cortado).

Na época do Baixo Império, os privilégios dos soldados veteranos passavam aos seus filhos varões, que se destinavam à profissão das armas. Mas os imperadores Valentiniano e Valente viram-se obrigados a publicar uma lei que condenava a pena de fogueira àqueles que, para evitarem o serviço militar, se mutilavam nos polegares.

Com efeito, nessa época, muitos jovens, alistados contra vontade, cortavam os polegares, por covardia, a fim de se tornarem inábeis para o serviço.

Aqui mesmo no Brasil, durante a guerra do Paraguai, era comum a muitos brasileiros nos sertões efetuarem em si próprios essa mutilação para se subtraírem ao recrutamento.

Quanto ao sentido atual do termo, poltrão diz respeito àquele que não tem coragem, ou seja: o covarde, o medroso, o pusilânime. Também denota o animal que, ao permanecer solto, engorda e se torna sedentário.

10 de mar. de 2020

As etimologias das palavras “Escandinávia” e “Noruega”


As etimologias das palavras “Escandinávia” e “Noruega”

Com o nome de Scandia designavam os antigos todas as terras que hoje formam Noruega e a Suécia. Plínio chama-lhes Scandia insula. Tal origem do nome Escandinávia.

Apesar de só terem os antigos vagas ideias acerca das regiões setentrionais da Europa, é provável que o país a que Plínio chama Nérigon seja a Noruega. Muitos geógrafos afirmam que aquele nome significa caminho do Norte. No entanto parece que a verdadeira etimologia seja Norrige, reino do Norte, ou, talvez melhor, tomando-se o termo Nor como significando golfo, reino dos golfos, hipótese bem aceitável dado o número de golfos — pequenos e grandes — ou fiordes que caracterizam a costa norueguesa.

Ainda outras autoridades querem que a etimologia da palavra Noruega esteja no termo Norweg, composta de nor, norte, e weg, caminho. O que também é perfeitamente plausível.

Origem de alguns termos militares


Origem de alguns termos militares

A palavra ajudante foi tirado do espanhol ayudante (ajudar). O ajudante é "aquele que ajuda". A palavra designou primeiro, como em espanhol, um oficial em segundo; o sentido de "suboficial" data somente de 1776.

O termo capitão é tirado do baixo latim capitaneus derivado ele mesmo de caput, (cabeça). O capitão é aquele "que está à testa", que comanda. Foi na idade média que a palavra tomou o sentido de chefe militar.

Coronel, por sua vez, apareceu na língua francesa no século XVI. Foi tirado do italiano colonnelo, que significa exatamente "quem comada a coluna”.

O termo marechal vem do baixo latim mariscalcus que significava exatamente "aquele que cuida dos cavalos". O sentido de "marechal ferrador" apareceu em França no século XIII; o de oficial (encarregado dos cavalos na origem) é muito mais antigo. Sob João o Bom, designava já um oficial geral do exército.

Já a palavra sargento, vem do latim serviens, particípio presente de servire (servir), e que significa etimologicamente "aquele que está em serviço". Os oficiais de justiça usavam este nome em França antes de 1789. No antigo francês designava os homens de armas. Chamavam sargento de batalha aquele que arrumava os batalhões.

9 de mar. de 2020

A origem dos “Cafés”


A origem dos “Cafés”

O “Café .... não a bebida, mas o lugar onde as pessoas se reúnem para conversar e bebê-la não é, como muita gente poderia pensar, uma invenção parisiense ou londrina, mas sim turca. Os primeiros cafés surgiram nas grandes cidades do Império Otomano ao longo do século XVI. Intelectuais e políticos contrários ao governo se reuniam para trocar ideias ou preparar atividades subversivas.

De lá, os cafés logo se difundiram pela Europa e, durante o revolucionário século XVIII, tornaram-se o ponto de encontro preferido de filósofos, cientistas, políticos, artistas e burgueses. Nos cafés de Paris, Florência ou Londres, as novas ideias e ideais “iluministas”, que pretendiam explicar e mudar a sociedade seguindo os princípios da razão e da ciência, brilhavam com luz própria.

À diferença das “tabernas” e “pousadas” que, se voltavam mais para a alimentação, os cafés se especializaram no oferecimento de bebidas, especialmente a que lhes deu o nome. A freguesia de um café não costumava ter pressa, permanecendo horas no lugar, saltando de uma mesa para outra ou zanzando o tempo todo pelo salão, como se quisesse demonstrar com o movimento do corpo o dinamismo de sua mente. De fato, é importante lembrar que o café é uma substância saborosa, de aroma agradável, capaz de estimular a imaginação e despertar o intelecto.

Mas não só de filosofia e ciência se falava nesses lugares. Comerciantes, banqueiros, industriais e pequenos burgueses gostavam de conversar e fazer negócios e, quem sabe, planejar a Revolução  - no ambiente agitado e fervilhante de ideias dos cafés.

Desde então, os cafés se espalharam pelas Américas e pelo resto do mundo, sem nunca deixar de fazer sucesso. Sempre inspiradores, os  cafés atuais continuam a reunir os amantes das artes e da cultura em geral ou, simplesmente, aqueles que apreciam uni bom cafezinho.


Revista "Via Lateral",  maio/junho de 2017.

O caso do “Barriga-verde”


O caso do “Barriga-verde”

Define o Sr. Cândido de Figueiredo Barriga-verde do seguinte modo: "Designação depreciativa dos habitantes do Estado de Santa Catarina, Catarinense".

Tenha paciência o ilustre filólogo, mas sou forçado a opor-lhe formais embargos, afirmando-lhe que provavelmente algum mal informado o induziu a grave erro.

Na minha qualidade de barriga-verde, tenho muita honra e prazer em o lembrar, arvoro-me em procurador de meus coestaduanos para refutar a inverdade publicada pelo Sr. Cândido de Figueiredo. Não posso deixar passar o ensejo desta retificação.

Barriga-verde, quem o ignora? é tão depreciativo quanto capixaba para o espírito-santense, carioca para os filhos da muito heroica e leal cidade sebastianense, guasca para os rio-grandenses, paraoara para os belenenses da velha estirpe. Pois se é até alcunha amistosa, nascida da recordação honrosa dos feitos de um regimento tradicional de Santa Catarina, organizado em princípios do século XVIII e em cuja farda figurava vistoso colete verde!

À história deste corpo se filia uma das belas passagens do anedotário dos fastos militares brasileiros: o episódio do alferes José da Silva que, arrancando da haste a bandeira do regimento, enrolou-a no ventre e, mil vezes  arriscando a vida, nadou da ilha de Santa Catarina ao continente, para impedir que o estandarte dos Barrigas-verdes caísse em poder dos espanhóis, por ocasião da capitulação vergonhosa da praça, em 1777, quando Furtado de Mendonça se rendeu, sem resistência, a D. Pedro de Ceballos.

Barriga-verde é até tratamento carinhoso entre catarinense ou catarinetas, outra alcunha amistosa.

Como houvesse eu nascido em Santa Catarina, quando meu Pai presidia a Província, alguns amigos seus, amistosa e pilhericamente, chamavam-me "infante barriga-verde". E isto fazia sorrir o progenitor do pequeno barriga-verde.

Muito embora as circunstâncias da vida me hajam feito sempre viver fora do meu Estado natal, estou certíssimo e afianço até que nenhum dos meus patrícios e sente ofendido ao se ouvir chamar Barriga-verde.  Pelo contrário...


AFONSO D'ESCRAGNOLLE TAUNAY

30 de nov. de 2018

A origem da “Anedota”


A origem da “Anedota”

Entre os antigos da Grécia havia duas sortes de literatura: aquela que recebia divulgação e a que só era lida em particular. Esta última era chamada “ananekdotos", isto é "não-publicados". A palavra foi formada com os vocábulos "a" "an" significando "não" e "ekdotos" que quer dizer "levado para fora". Desta fonte surgiu a palavra anedota que originalmente conservava o significado grego isto é "narrativa não publicada". Mas, as narrativas inéditas, especialmente sobre coisas curiosas e pessoas famosas, despertam sempre grande interesse.

Assim, as "anedotas" eram constantemente narradas em todas as ocasiões, e a palavra perdeu seu significado original, passando a significar simplesmente uma história, um incidente ou pilhéria.

Na acepção corrente, anedota é sinônimo de "piada", história para rir. Sua origem, porém, não foi essa. Por isso se diz, quando se conta algum fato, mesmo sem humor, da vida de uma pessoa importante, que se narrou uma anedota.

Origem da palavra "gueto”


Origem da palavra "gueto”

Foi na idade-média que se criaram os primeiros ghetti cujo nome, segundo alguns, teria por origem a palavra judaicorum que, pouco tempo depois do ano 1000, servia efetivamente para designar o bairro israelita de Viena. Tendo sofrido uma alteração, essa palavra tomar-se-ia em gindaica, depois gietto e, por fim, ghetto. Deve, pois, ser de origem italiana.

A origem do “boicote”


A origem do “boicote”


A origem da palavra boicote (inglês boycott), hoje muito empregada em todos os idiomas, é a seguinte: o capitão inglês Boycott era um administrador rural a serviço de Lord Earne, no  distrito de Conemara, na Irlanda. Como administrador, tinha o encargo de avisar aos arrendatários quando estes deviam desocupar as terras, em caso de não pagamento da renda com pontualidade. Os arrendatários vingavam-se, recomendando uns aos outros que não dessem importância a qualquer solicitação do capitão, isto é, que tornassem a vida dele a mais difícil possível naquela região. Daí o emprego que hoje é dado à palavra "boicote".

Os sentidos de “Club”

Os sentidos de “Club”

Muita gente ignora, com certeza, a origem da palavra inglesa "Club”, geralmente adaptada em todos os países, para designar “grêmios, associações, reuniões etc.”, destinadas a fins políticos, científicos, recreativos etc. 


A palavra club significa: maça, cacete, pau grosso; as primeiras assembleias populares que se formaram em Inglaterra para a queda da monarquia, quando se deu a luta entre os "cabeças redondas” e os “cavaleiros”, tomaram aquela designação. Eram “caceteiros” como se dizia antigamente. 


“Club-law”, que, no sentido figurado, é a lei, o estatuto de um " club";  no sentido literal é "a lei do cacete”, “a lei do mais forte”; a lei por meio de "clubs" ou mediante a violência. 

Um "club-man ", que, no sentido figurado e corrente, é o sócio de um "club" (ou de mais de um), é aquele que vive a vida dos "clubs ", que os frequenta, que neles é assíduo, que deles faz o seu lar etc.; no sentido literal é "um homem armado de maça”, um “homem que anda de cacete", disposto para o uso da força, para a agressão. 

“Club-fisted" é aquele que "tem a mão pesada ", que tem "o punho grosso”. O “Club-fist " é um " brutal”.

Considerações sobre o "bom dia" e o "adeus"


Considerações sobre o "bom dia" e o "adeus"

Duas são as grandes formas comunicação verbal entre os homens, quando se aproximam ou se afastam: — Bom Dia, forma principal de saudação e Adeus, forma comum de despedida.

Expressam ambas a mesma ideia: um voto de felicidade pelo próximo, dirigido à Divindade. Insinuam a caridade fraterna. Tocam a natureza espiritual do homem. Vem da religião.

Do Radical bon originou-se ben e deste bênção. Dia vem de diu, que também serve de raiz Deus. A saudação Bom dia traduz, destarte uma "Bênção de Deus", que o homem deseja ao seu semelhante.

O fato não é exclusivo das novilatinas. A expressão bretã Good-morning tomada ao pé da letra  é: Boa manhã, do helênico mene através do latim mane, equivale precisamente a Dia, a Deus. O cumprimento resposta do ameríndio anauê, prende-se à mesma origem. Palavra composta de ene e yauê, traduz-se por bom dia. Ene em tupi, é bom e yauê, tem toda a semelhança fonética com o hebraico Iavé, Ieová (Deus).

Quanto à forma de despedida Adeus, empregada equivalentemente em todas as línguas, significa voto a Deus, expressivo do fraternal desejo dos que se despedem. Não foge à regra  o inglês God-bye, como passamos a ver. Originalmente era: God be with ye, forma que traduz literalmente o latim Dominus Vobiscum: O Senhor seja convosco.

Processou-se a derivação do seguinte modo: 1) queda da preposição with e junção do pronome ao verbo; ficou: God-beye; 2) síncope fonemo sonoro verbal, interessando a pronúncia, ficando: God-bye; 3) substituição de God, Deus, por good, bom, bem, bênção, felicidade, voto. Análoga inconteste com a forma de saudação Good-moming. Na expressão Good-bye, portanto, o bye nenhuma relação tom com preposição by, como podia parecer. Oriunda do latim AB, por interessante processo derivativo, em que a hipértese desempenhou papel dominante, BY, preposição, difere morfologicamente de BYE, componente da despedida anglicana.

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Pelo Padre: J. O'Grady de Palvra

A origem da palavra “Banho”


A origem da palavra “Banho”

Talvez na história da humanidade, o banho tenha tido fase de maior esplendor, mesmo de culto, como a que assinala a história antiga, entre os gregos e romanos.

É curioso observar que a nossa palavra banho se origina de uma raiz grega que significava "afastar a tristeza da mente". Isso mostra bem que ideia poética e sutil tinham os homens dos “ginásios” e das “ágoras" com relação ao banho. Realmente, o banho não é somente limpeza do corpo. É alegria física e é alegria para a alma. Quando certos anunciantes de sabonetes falam do banho como fonte de alegria, talvez não saibam que se prendem a uma tradição de mais de dois mil anos atrás.

A origem das “Paradas"


A origem das “Paradas “


Quando as tropas romanas eram inspecionadas antes de entrar em combate, a cerimônia começou a ser chamada “paro” (preparar-se). Tal a origem da palavra parada, para significar um desfile militar.

O que é "Meerschaum"


O que é "Meerschaum"

Esta substância leve, usada na confecção de cachimbos, é geralmente encontrada à flor d'água quando está seca. Tal circunstância fez crer aos antigos que era espuma de mar petrificada. Recebeu, por isso, seu nome do alemão "meer” (mar) e "schaum" (espuma) .

A origem das “Regatas”

A origem das “Regatas”

Costumavam os antigos venezianos realizar anualmente uma corrida de gondoleiros e, como isso fosse motivo de reunião dos barqueiros, a corrida ficou sendo chamada “regatta". Tal a origem da palavra que indica qualquer corrida náutica, seja a remo ou a vela.

A origem do "Cocktail"


A origem do "Cocktail"

Este nome tem origem em várias lendas. Uma delas nos conta que, durante a guerra com o México, um oficial norte-americano foi recebido pelo chefe asteca que ordenou à filha, chamada Coctel, que servisse uma bebida ao visitante. O Oficial achou-a tão saborosa que a chamou de "cocktail", em homenagem à jovem mexicana.

A Letra "N"


A Letra "N"

O hieróglifo egípcio equivalente a esta letra é uma linha simulando a superfície da água. Os fenícios a adaptaram como um peixe e chamaram-na "non" Os gregos a denominaram "nu", de onde os romanos tiraram o "en" e os espanhóis e portugueses “ene", para, denominar a letra "N" do alfabeto moderno.

A origem do “cadarço”

A origem do “cadarço”

As mulheres da Suméria, 4.500 anos A. C. , usavam sapatos sem saltos, feitos de couro curtido e amarrados com cordões semelhantes aos que usamos em nossos dias. Estes foram os primeiros sapatos com cordões que se conheceram.

"Brasil, o celeiro do mundo"

"Brasil, o celeiro do mundo"

Esta frase, aplicada ao Brasil devido à fertilidade de seu solo e a suas inesgotáveis riquezas naturais, se deriva de uma declaração feita pelo geógrafo e explorador Alexandre Humboldt, o famoso naturalista alemão, que classificou o nosso país como o "tesouro do mundo."


A origem do “peão”

A origem dos “peões”

Este sistema de escravidão teve início no antigo Egito, quando os devedores que não pagavam tinham que trabalhar exclusivamente para credor, até que saldassem suas dívidas. O nome "peão'" significava "soldado a pé", e tem origem na palavra latina pes () .

A lenda do “Bigode”

A lenda do “Bigode”

Contava-se antigamente que um alemão, retorcendo a barba crescida do lábio superior, dizia: “Bey Gott... bey Gott”, invocando o nome de Deus, para que esse o ajudasse numa dificuldade. E daí teria provindo a origem do “bigode”.

A origem do “cidadão?”

A origem do “cidadão?”

O título de “cidadão” remonta aos primeiros dias do mês de outubro de 1774. Nasceu nas seguintes circunstâncias...

Beaumarchais (autor de O Casamento de Fígaro) tendo tido um processo com um conselheiro, defendeu ele mesmo sua causa diante do Parlamento e fez o primeiro chamado à opinião pública:

 "Sou um cidadão, quer dizer que não sou nem um financista, nem um abade, nem um cortesão, nem um favorito, nem nada que se chame um poderoso...  Sou um cidadão, quer dizer qualquer coisa de novo, de desconhecido, de espantoso na França. Sou um cidadão, quer dizer o que deveriam vocês ser há duzentos anos e que serão daqui a vinte anos talvez.”

A defesa de Beaumarchais teve grande repercussão. A datar daquele momento, o título de cidadão foi adotado por todos os espíritos liberais.

Considerações sobre o “Gaúcho”


Considerações sobre o “Gaúcho”

Segundo C. Jackes, em artigo na revista Estação de 1902, a palavra gaúcho era o nome de uma das tribos indígenas, em tudo semelhante aos índios charruas, minuanos, puelches, que habitavam a Patagônia. Estas tribos tornaram se notáveis pela destreza com que faziam uso do cavalo, o qual fora de vital relevância nas lutas destes povos.  Deitados no dorso destes animais ocultavam-se eles do inimigo para atacá-lo de improviso à lança e à bandeira. Sobre o dorso do cavalo, montados ou deitados, percorriam as mais longínquas regiões, vencendo os obstáculos e atravessando a nado os grandes rios. Fizeram-se assim temer pelos conquistadores espanhóis.

Forçados pela lei da necessidade os primeiros povoadores das regiões platinas e rio-grandense, o camponês valoroso, franco, sincero e leal se denominou gaúcho, e como o gaúcho reúne estas grandes qualidades, tanto no Prata quanto no Rio Grande, tornou-se esta palavra o maior título de honra.

O significado de “Jaraguá”

O significado de “Jaraguá”

Segundo Martius, em sua Glossaria da lingua brazilia, este nome significa morro que domina o campo; já o sábio viajante Augusto de Saint'Hilaire dizia significar água que murmura.

Foi no monte Jaraguá que teve lugar a primeira descoberta de minas de ouro (em 1590) pelo paulista Afonso Sardinha e seu filho Pedro Sardinha, a qual foi empreendida depois da malograda expedição de Cananeia, por ordem de Martim Afonso em 1532. A mina de Jaraguá foi tão abundante naquele tempo de sua exploração que se chamou Peru do Brasil.

O que significa “Mameluco”


O que significa “Mameluco”

Mamelucos era o nome com que eram designados, na capitania de São Vicente (e em todas as demais), os descendentes de pais europeus e de mães indígenas desta terra. Tal grupo étnico era de ordinário considerado mais robusto que os seus pais, e formavam a milícia mais preparada para a conquista dos sertões. Foram eles os que atacaram e destruíram, no século XVII, as reduções jesuíticas entre o Paraguai o Paraná, pelo que os discípulos de Loyola os qualificaram com os nomes mais afrontosos em seus escritos, estendendo o seu ódio a todos os habitantes da capitania de São Vicente.

O que são as Janeiras?

O que são as Janeiras

Os antigos chamavam Janeiras às cantigas e músicas que certos homens entoavam às portas dos amigos e pessoas de qualidade, no primeiro dia de Janeiro.

O mesmo nome também era dado aos presentes do dia de ano bom, sendo portanto as Janeiras a mesma coisa que os franceses chamam étrennes.

Diogo do Couto, na Década refere-se a este assunto, pela forma seguinte:

Uma novidade contarei que não acho nas histórias, digna de se saber, e de cuja origem não há poder-se achar rastro algum, que é esta. Todos os primeiros dias de Janeiro, em saindo novos vereadores e Oficiais da câmara (portuguesa), logo vão visitar el-rei de Cochim, e lhe levam um português de oiro, o que até hoje (1616) dura; e nem os mesmos vereadores sabem a razão por que jazem aquilo. O que eu presumo é que se lhe dá a modo de pitança, que lhe oferecem quando lhe vão dar os bons anos, em gratificação da cidade que nos deu; ou também se lhe oferecerá por peça que naquele tempo que descobrimos a Índia, se lhe costumava a dar de Janeiras.

Ainda no princípio do século XVIII se chamava “dar as Janeiras”, ao que hoje se diz: “dar as boas festas”.

23 de out. de 2018

A origem do "chocolate"


A origem do chocolate

A famosa noz de cacau só foi importada em França no reinado de Luís  XIII e vulgarizada sob Luís XIV pela  rainha Maria Teresa que, apreciando  muito particularmente essa deliciosa  bebida, fê-la saborear por toda a corte.  

Muito antes da França, os habitantes  de Guatemala conheciam as propriedades dos grãos de cacau.  

Havia duas espécies bem diferentes:  o “patelux", cacau grosso, de cor avermelhada, sabor acre e amargo, e o "socouascho", um pouco amargo, mas muito perfumado. Este era considerado tão precioso que, sob a sua forma de amêndoa, servia de moeda corrente. Nesse tempo, servia-se o cacau em copos de casco de tartaruga e incrustado de ouro e pedrarias.

Os espanhóis, depois da conquista do novo Mundo, importaram o cacau, e dele fizeram um uso considerável. O pó de cacau, misturado com leite, tinha sido batizado com o nome de chocolate. As ricas crioulas faziam-se servir dele, no ofício do meio-dia, por seus escravos, mas esse hábito foi logo interdito pelos oficiantes. As belas, porém, preferiram renunciar à missa a abandonar o seu chocolate. É, pelo menos, o que conta um historiador, que aproveita a ocasião para dar a entender que as mulheres foram sempre mais ou menos gulosas.

Os grãos de cacau ficaram desconhecidos na Europa, até que negociantes holandeses e ingleses, reconhecendo todo o valor desse fruto, o importassem para o velho continente pelo século XVII.

No fim desse século, o chocolate foi  objeto de vivas discussões, nas quais tomaram parte madame de Maintenon e a princesa de Ursins.

Tratava-se de saber se essa nova beberagem quebrava ou não o jejum da quaresma. As opiniões divergiram muito. Os jesuítas, contudo, declararam que o chocolate, feito na água, não passava de simples bebida, que podia ser ingerida, mesmo na quaresma.

Graças a essa publicidade, o chocolate entrou rapidamente na moda. Fizeram-se então os bolos, as peças montadas e os deliciosos bombons, que todos apreciamos hoje e que provocam tantos pecadinhos de gula entre os meninos.

Sob Luís XV, todos os senhores possuíam uma "bonbonnière" cheia de pastilhas de chocolate e, pelo ano de 1705, criou-se mesmo um novo cargo, o de "chocolateiro da rainha", cargo muito invejado, que tinha por missão fornecer à Sua Majestade guloseimas delicadas e variadas todos os dias.


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Fonte:
Revista Vamos Ler!, edição de 05/01/1939.

31 de ago. de 2018

O emprego do TH: “enfeitando o pavão”


O emprego do TH: “enfeitando o pavão”

Especialmente a partir dos anos 90 do século passado tornou-se comum fazer uso da combinação “th” para a formação de nomes próprios, como no exemplo clássico: Matheus. Embora em tempos remotos da história da nossa língua o seu uso tenha tido um caráter oficial (como em theologia), não existe, hoje, qualquer justificativa linguística que faça valer essa prática ortográfica. A utilização de tal combinação só pode ser entendida pelo viés cultural, oriunda da nossa eterna mania de supervalorizar os estrangeirismos das línguas influentes, como é o caso do inglês.    É bom esclarecer, que, quando outrora empregado em nosso idioma, o th se justificava por corresponder à  letra theta dos gregos; usávamos como os latinos, somente nas palavras de etimologia grega.

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É isso!

A Origem da palavra “Chile”


A Origem da palavra “Chile”

Vem este nome da palavra "frio" que em Peru se dizia chili, em razão das regiões frígidas e nevoadas dos Andes, as quais eram obrigados a transpor os que desejavam ir do Peru para lá. Se dermos crédito aos escritores, aquele frio ali era tão intenso que tolhiam os cavalos com os cavaleiros, endurecendo-os como mármore. Os chilenos são antecos dos castelhanos. Experimentam as chuvas, os raios e as variações do ano em intervalos distintos, como na Europa, com a diferença de que, pela inversão dos solstícios, é para eles estio, quando para nós é inverno. Pode observar-se o polo antártico por causa da translação de uma nuvenzinha branca em torno dele.

A Origem do nome “Pernambuco”


A Origem do nome “Pernambuco”

Sobre a etimologia de Pernambuco assim disserta Teodoro Sampaio: "PERNAMBUCO, paranãmbuca, o furo ou entrada do lagamar; alusão à brecha natural do recife por onde o lagamar se comunica com o mar. O nome paranambuca era comum na costa do Norte, no trecho dela tomado pelos recifes, e o sentido que os índios lhe davam era o de furo, entrada, passagem natural aberta na muralha do recife. No tupi do Norte, no Nheengatu, paranã-mbuca quer dizer jorro do mar, alusão à embocadura por onde ele se escapa. Mui acertadamente escreve a propósito o autor do Castrioto Lusitano, Frei Rafael de Jesus, ao tratar do Porto do Recife: “...uma abertura à qual os naturais chamam Pernambuco, que, em sua língua, é o mesmo que pedra furada ou buraco que fez o mar de que se forma a garganta da barra...” O vocábulo — paranã = para + nã — traduz-se semelhante ao mar; é lagamar formado na junção dos rios Capiberibe e Beberibe e o furo, a abertura,  a quebrada".

“O Pai dos velhacos”


 “O Pai dos velhacos”

Havia antigamente em Lisboa uma espécie de magistrado de polícia, a quem se dava o nome de pai dos velhacos. Era o mister deste magistrado o indagar dos moços vadios que havia na cidade, ou a ela vinham ter de outras partes do reino, aos quais devia prover de amos ou mestres, que lhes ensinassem ofícios. A mesma espécie de magistratura existia na cidade do Porto, como se vê de uma provisão real existente no cartório da câmara, e passada no ano de 1535. Por este documento consta que aquele cargo era dado a um cidadão honrado, que por este serviço vencia ordenado, ou mantimento, pago por el-rei.

A origem do "Século"


A origem do "Século"

A palavra século não teve sempre a mesma significação. Os antigos tinham duas espécies de séculos: o natural e o civil. É provável que o século natural fosse em princípio a duração média da vida. Mais tarde, não foi senão, como o século civil, um período de convenção. Na origem, foi o século natural muito grande: atribui-se-lhe uma duração de 112 até 116 anos. Depois diminuiu rapidamente até aos tempos de Plínio, em que se lhe dava apenas de 25 a 30 anos. Enquanto ao século civil, de valor puramente convencional, variou-se-lhe muito a duração; e é difícil determinar-se-lhe um valor exato. Horácio, por exemplo, dá ao século 110 anos.  Atualmente dá-se ao século um valor fixo e determinado: é um espaço ide 100 anos. Tem o século de hoje maior utilidade nos usos cronológicos do que os séculos dos antigos. Serve para fixar acontecimentos de todas as épocas históricas. Remedeia os inconvenientes que os gregos quiseram evitar, criando as Olimpíadas; e tem sobre este período a vantagem de ser maior, e não exigir cálculo da parte do leitor para a determinação exata da época em que os acontecimentos tiveram lugar.

O sentido de “Lustro”


O sentido de “Lustro”

O período de 4 anos, a que os gregos davam o nome de olimpíada, era chamado lustro entre os romanos. Foi criado com o mesmo fim que as olimpíadas, e participa dos mesmos  inconvenientes. Não teve sempre o lustro a mesma duração. Sendo, a princípio, de 4 anos; prevaleceu depois o uso de se lhe darem 5: e é neste sentido que se deve tomar a palavra lustro, na época da decadência do império romano. Embora raro, ainda se atualmente se diz um lustro, para se designar um período de 5 anos. Designava esta palavra, na origem, uma festa expiatória, instituída por Sérvio Túlio, e celebrada em épocas regulares. E daí veio por extensão a significação, que geralmente se lhe dá.

Lendas Brasileiras: Sobre a "Mani"


Lendas Brasileira: Sobre a Mani
Nas lendas indígenas, Mani é uma criança branca, filha de uma índia virgem, que viveu pouco tempo. No local em que foi enterrada nasceu uma planta, a mandioca. Os índios acharam a raiz curiosa e  a comeram, passando a mandioca a ser um alimento comum em todas as tribos.

Candomblé: Quem é Iemanjá


Candomblé: Quem é Iemanjá

Iemanjá é tida como a Rainha do Mar. Cultuada nos dias de sábado, ela é identificada com Nossa Senhora do Rosário ou Nossa Senhora da Piedade. Na Bahia, seu dia é o Dois de Fevereiro, quando dezenas de embarcações despejam ao mar os presentes e oferendas: flores, espelhos, pentes, fitas e perfumes, entre outras coisas. No Rio de Janeiro, a deusa é homenageada no último dia do ano. A "Mãe D'Água" adora peixe de escama, arroz, feijão fradinho, feijão preto, xinxim de galinha e milho branco cozido, além de banana frita, coco, ovo cozido, abará, acarajé e abóbora.

Candomblé: Quem é Oxalá


Candomblé: Quem é Oxalá

Oxalá, considerado o mais importante dos orixás (deuses africanos), é a personalidade do céu. Seu fetiche é representado por conchas e limão verde dentro de um círculo de chumbo. Também conhecido como obatalá, é cultuado às sextas-feiras e, na religião cristã é identificado com o Senhor do Bonfim. Segundo os entendidos, Oxalá governará o ano de 1988. O branco é a sua cor e, de acordo com a religião afro-brasileira, seu discernimento e equilíbrio são os grandes responsáveis pela paz e tranquilidade. Oxalá gosta de milho branco, arroz cozido em água, acaçá branco, mel de abelhas, tudo servido em prato branco com rosas brancas.

Lendas Brasileiras: Sobre o Curupira


Lendas Brasileira: O Curupira

Na mitologia tupi o Curupira é um espírito da floresta, uma entidade protetora da caça que tem a forma de um anão com pés voltados para atrás. Já no Nordeste, ele é um espírito maligno da mata e identificado com o demônio da tradição cristã. O Curupira é muitas vezes confundido com a Caapora que, na tradição amazônica, é também um espírito florestal, representado por um caboclinho com um cachimbo na boca. Quem o vê, dizem, fica sem sorte o resto da vida, por isso é sinônimo de pessoa azarenta.

Candomblé: Quem é Iansã


Candomblé: Quem é Iansã

Iansã é a esposa de Xangô na mitologia negra. Orixá dos ventos e das tempestades, é cultuada às quartas-feiras. Vermelho é a sua cor predileta. Iansã aprecia o caruru, feijão fradinho cozido com camarão seco, azeite de dendê com acarajé e abará, tudo servido em prato de barro com pétalas de rosas vermelhas ou sempre-vivas.

Candomblé: Quem é Oxumaré


Candomblé: Quem é Oxumaré

Oxumaré é a serpente arco-íris. Na Bahia, Oxumaré é sincretizado como São Bartolomeu. Os dedicados a Oxumaré usam colares de contas de vidro amarelas e verdes. Seu dia é a terça-feira. Seus discípulos carregam uma serpente de ferro forjado. A Oxumaré são feitas oferendas de patos e pratos de comida onde se misturam feijão, milho e camarões cozidos no azeite de dendê.

Lendas Brasileiras: Sobre o "São Longuinho"


Lendas Brasileira: "O São Longuinho"

Longuinho é um santo da devoção do povo do Nordeste. Perdeu alguma coisa, peça ao Longuinho que logo o objeto aparece. Trata-se da versão da religiosidade popular de Longinus, cinco santos mártires registrados sob esse nome no Vaticano.

Candomblé: Quem é Obá


Candomblé: Quem é Obá

Obá é divindade do rio do mesmo nome, na África. No Brasil, quando aparece num candomblé, ata-se um turbante em sua cabeça a fim de esconder uma de suas orelhas que, conforme a lenda, foi decepada por ela mesma a fim de servi-la cozida a Xangô. Ela é sincretizada como Santa Catarina, mas não se sabe ao certo se de Alexandria, Bolonha, Gênova ou Siena. Suas oferendas em cabras, patos e galinhas d’angola.


Lendas Brasileira:  Sobre a "Igupiara"

A Igupiara é também conhecida como Iara: dona das águas. Este mito fundiu-se com outros de tradição indígena como a mãe-d'água ou o boto, espécie de golfinho que nos dias de lua cheia transforma-se em um homem bonito para seduzir as donzelas. A lenda foi sincretizada também com a tradição europeia das sereias e com o mito negro africano de Iemanjá.

Quem é "Ogum"


Candomblé: Quem é "Ogum"

Ogum é o Orixá das guerras e das lutas. Admirador do galo caipira com acaçá branco, milho vermelho, cebola e purê de inhame coberto com mel. Ogum prefere o prato de vidro. Seu culto é realizado nas terças-feiras. Na religião católica, o Orixá identifica-se com São Jorge e Santo Antônio.

Lendas Brasileira: O Negrinho do Pastoreio


Lendas Brasileira:  O Negrinho do Pastoreio

O Negrinho do Pastoreio é uma lenda gaúcha segundo a qual a alma de um "moleque" guardador de gado vaga pelos campos do pastoreio. Os vaqueiros do Sul do país acreditam que acendendo velas ao Negrinho, os animais ou objetos perdidos reaparecem.

Candomblé: Quem é “Exu”


Candomblé: Quem é “Exu”

Exu é um Orixá de múltiplos e contraditórios aspectos. É o que ensina Pierre Verger, etnólogo franco-baiano. De caráter violento, ele gosta de provocar discussões e disputas. É astucioso, grosseiro, vaidoso e indecente, a ponto dos missionários o terem comparado ao Diabo. Exu, contudo, tem seu lado bom se é tratado com consideração. É o mais humano dos Orixás, nem completamente mau, nem completamente bom. Uma espécie de intermediário entre os homens e os deuses.

Lendas Brasileira: Sobre o “Urutau”


Lendas Brasileira: Sobre o “Urutau”

Segundo a lenda do Urutau, ao entrar na puberdade, toda donzela é obrigada a sentar-se três dias seguidos sobre a pele seca dessa ave noturna. Este mito é chamado também de "chora lua" pois consta que, quando a lua surge, o canto do Urutau torna-se tão triste que a própria lua se põe a chorar. O rito tem a função de preparar as indiazinhas para o ingresso na vida sexual.

Candomblé: Quem é “Ossain”


Candomblé: Quem é “Ossain”

Ossain é a divindade plantas medicinais e litúrgicas. Suas contas são verdes e brancas e sábado é o dia consagrado ao seu culto. Suas oferendas são compostas de bode, galo e pombo. A ciência das folhas para todo tipo de uso é o forte de Ossain, que está presente em todos os rituais. Não há correspondente para ele na religião católica.