1 de dez de 2012

O que é “Paradoxo”


A palavra paradoxo vem do grego parádoksos, formada de para (contra) e doxo (opinião). No latim Paradoxum é uma sentença que se opõe à opinião comum. Como figura de linguagem (ou pensamento), Paradoxo é, na definição de Rocha Lima: “a reunião de idéias contraditórias num só pensamento, o que nos leva a enunciar uma verdade com aparência de mentira". Escreve ele, e, sua “Gramática Normativa da Língua Portuguesa”: “Estriba o paradoxo na diversidade de modos de ver com que apreciamos as coisas e os seres; quando falamos, por exemplo, dos ricos pobres, estamos a conciliar dois julgamentos distintos: pensamos na riqueza porque têm dinheiro, mas simultaneamente na sua pobreza, por sabermos do vazio da vida que vivem, ou da sua aridez de alma... Todo paradoxo encerra, em última análise, uma antítese, porém uma antítese especial, que, em vez de opor, enlaça idéias contrastantes”. Exemplos da Literatura: de Machado de Assis, em “Notas Semanais”: “Dizem os alemães que duas metades de cavalo não fazem um cavalo. Por maioria de razão se pode dizer que metade de um cavalo e metade de um camelo não fazem nem um cavalo nem um camelo. Isto, que parecerá axiomático aos leitores, é nada menos que um absurdo aos olhos dos partidos de uma das paróquias do Norte, a paróquia de São Vicente; um absurdo, um paradoxo, uma Monstruosidade”; em “O Espelho” (conto): “Não discutia nunca; e defendia-se da abstenção com um paradoxo, dizendo que a discussão é a forma polida do instinto batalhador, que jaz no homem, como uma herança bestial”; de Joaquim Nabuco, em “Minha Formação”: “De repente encontra-se um quase paradoxo, desses que põem em confusão todas as idéias morais da experiência histórica.


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É isso! 

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