16 de dez de 2012

A origem da “Bancarrota”


Segundo Francisco de Saraiva Luiz, a palavra bancarrota vem do francês banque-route, adotado para significar: falência de bens, quebra de negociante, que não tem como pagar as suas dívidas ou letras. Dizia-se antigamente “fazer bancarrota”, que era o mesmo que dizer “foi à falência”. Segundo o Aulete, bancarrota é a cessação de pagamentos por parte de um negociante, casa comercial ou do Estado, por falta de recursos; e, de acordo com  o Houaiss: quebra, falência ou insolvência, acompanhada ou não de culpa ou fraude do devedor. Exemplos da Literatura: de Raul Pompéia, em “O Ateneu”: “Reduzia-se assim a papel o valor pessoal, na clearing-house da diretoria; ou, melhor: adaptava-se a teoria de Fox ao processo das recompensas, com todos os riscos de um câmbio incerto, sujeito aos pânicos de  bancarrota, sem um critério de justiça, a garantir, sob a ostentação do papel-moeda, a realidade de um numerário de bem aquilatada virtude”; de José de Alencar, em “Sonhos de O’Ouro”: “Foi um golpe para o corretor que viu a bancarrota iminente sobre sua empresa matrimonial, que na véspera ainda parecia-lhe tão próspera!”; de Aluísio de Azevedo, em “A Condessa de Vésper”: “Abraçou-se ao amante num transporte de heróica solidariedade na desgraça, e durante muitos dias viveram os dois, quase que exclusivamente, para ler, por entre um dueto de suspiros e soluços secos, os boletins, as notícias, e os ardentes comentários da imprensa sobre a tremenda bancarrota”; de Joaquim Nabuco, em “ Abolicionismo”: “Grande número dos nossos homens públicos, compreendendo que essa era a chaga maior da nossa escravidão, pretenderam validar de alguma forma a posse de africanos ilegalmente escravizados, receando a bancarrota a lavoura pela verificação dos seus títulos de propriedade legítima.”

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É isso!


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