22 de out de 2012

Pequeno “Dicionário da Dupla Interpretação”

Pesquisando em antigos “baús literários”, encontrei esta pérola, de um Almanaque de 1884, com o título “Diccionario de Laroussette”, uma fina ironia ao famoso “Dicionário Larousse”. Vejamos algumas desses verbetes, digamos, "duplo-interpretativos":
Adega – Lugar onde muitas vezes em vez de subir o vinho à cabeça, é, pelo contrario, a cabeça que desce ao vinho;
Bebedeira
- Abnegação do corpo pelo espírito;
Cadeia
- Exposição permanente de feras;
Casamento
- Espécie de carta registrada;
Dentista
- Sujeito que arranca os dentes dos outros para dar que comer aos seus;
Diplomata
- Direito internacional de casaca e luva de pelica;
Errata
- A confirmação do erro;
Estupidez
- Lei natural que ninguém quer sancionar;
Hospital
- Não são apenas os bois que tem matadouro;
Humanidade
– Invenção do positivismo para se divertir com a gente;
La Fontaine
- Moralidade em verso;
Medicina
- A vida pela morte;
Necessidades
- Cada um sabe onde lhe aperta o sapato;
Oratória
- Arte de fazer dormir;
Pasquim
- Uma criança mal educada que aflige  a sociedade;
Papel
-  Matéria prima, do Brasil;
Pobreza
- Única cláusula testamentária dos homens de bem;
Política
– Armazém central de conveniências, na corte, com Sucursais;
Pontapés
- Impostos adicionais;
Vida
- Guisado que nós temperamos e a morte come.

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É isso!

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