22 de out de 2012

Em relação ao “Almanaque”...


O Almanaque  é uma publicação que, além do calendário do ano, contém matéria científica, literária, informativa e, às vezes, recreativa e humorística etc. No século XIX e primórdios do século XX eles lograram enorme sucesso entre a população brasileira. Havia almanaques de todos os tipos e para todos gostos. Dentre os mais famosos, podemos citar o badalado “Almanaque Biotônico Fontoura”, do qual surgiu a estigmatizada personagem Jeca Tatu, do escritor Monteiro Lobato.
Etimologicamente a palavra almanaque, segundo Littré, provem do pronome Almana, do árabe al: o, e manakh: computo; porem o que está mais averiguado é que os anglo-saxões traçavam e escreviam seus cálculos astronômicos em taboinhas que eles denominavam allmonaught. Tem-se encontrado nos monumentos dos povos os mais antigos, quadros que indicavam as divisões do ano, fases da lua, estações e numero de dias. Foi o Cristianismo que veio tornar mais necessários estes calendários, para a fixação das festas religiosas. O primeiro almanaque foi publicado na Alemanha em 1491, o qual foi chamado Almanach perpetuo. Depois deste vem o de Rabellais, em Lyon, na França, de 1553 a 1555; em 1636 o de Mathieu Laemberg, em Liege; em 1683, e sob o reinado de Luiz XIV, Almanach real de França etc. Em “Quincas Borba”, Machado de Assis faz menção a um outro famoso almanaque, que, na sua época, era quase “leitura obrigatória”: o “Almanaque de Laemmert”: “Em verdade, as noivas que apareciam ao lado do Rubião, naqueles sonhos de bodas, eram sempre titulares. Os nomes eram os mais sonoros e fáceis da nossa nobiliarquia. Eis aqui a explicação: poucas semanas antes, Rubião apanhou um almanaque de Laemmert, e, entrando a folheá-lo, deu com o capítulo dos titulares. Se ele sabia de alguns, estava longe de os conhecer a todos. Comprou um almanaque, e lia-o muitas vezes, deixando escorregar os olhos por ali abaixo, desde os marqueses até os barões, voltava atrás, repetia os nomes bonitos, trazia a muitos de cor”.

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É isso!

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