24 de out de 2012

A origem do “Asilo”


Segundo o Aurélio, asilo é a casa de assistência social onde são recolhidas para sustento ou também para educação pessoas pobres e desamparadas, como mendigos, crianças abandonadas, órfãos, velhos, etc. É também o lugar onde ficam isentos da execução das leis os que a ele se recolhem:
Os revoltosos vencidos escolheram para asilo a embaixada do México. Etimologicamente vem do latim asylum, do grego asylon de: a (idéia de privação) e: sylao: remover, arrebatar, obter, extrair: o lugar de refúgio, sagrado, do qual não pode ser removido quem lá é acolhido, porque está sob a proteção de alguma autoridade.  Exemplos:  de Lima Barreto (de “Triste fim de Policarpo Quaresma”): “Inocêncio Bustamante também tinha a mesma mania demandista. Era renitente, teimoso, mas servil e humilde. Antigo voluntário da pátria, possuindo honras de major, não havia dia em que não fosse ao quartel-general ver o andamento do seu requerimento e de outros. Num pedia inclusão no Asilo dos Inválidos, noutro honras de tenente-coronel, noutro tal ou qual medalha; e, quando não tinha nenhum, ia ver a dos outros”; de Domingos Olímpio (“Luiza-Homem”): “Ao penetrar no asilo de duendes, onde se ouviam, à noite, gemidos lancinantes, rumores de correntes arrastadas assobios diabólicos, Rosa Veado, que se encarregara de prepará-la para aboletar os hóspedes, persignou-se, balbuciou uma Ave-Maria e acostou-se às outras mulheres, apiedadas da família de Marcos”;  de Monteiro Lobato “Na Antevéspera”: “E o deus dos céus fez o testamento, e as malas, e se foi para o Asilo dos Deuses Inválidos, jogar o gamão da aposentadoria com Netuno, Jove e os demais que já lá se achavam.”

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É isso!

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