10 de fev de 2012

Os diversos nomes do “Capeta”


ABADOM - trata-se de uma das diversas designações bíblicas dada ao “adversário de Deus”. Em hebraico significa destruidor, destruição, declínio, ruína; é sinônimo de “sheol” (inferno). Em grego traduz-se “Apoliom”, que tem o mesmo sentido do hebraico. No livro de Apocalipse refere-se a um anjo do inferno, o responsável pela praga dos gafanhotos (Ap. 9:7-11).
BELIAL - no hebraico significa
malvado, ruim, vil, tolo, sem nenhum valor, sem nenhuma utilidade. Tal designação, com o passar do tempo, adquiriu a qualidade de nome próprio, equivalendo a Satanás ou anticristo.
BELZEBU -
a quem faça derivar seu nome de “baal” (dono, senhor) e “zebube” (mosca), ou seja: senhor das moscas; outros o traduz por: senhor do esterco. Além de indicar uma divindade edomita, considerado o protetor dos males causados pelas moscas ou pelos diversos tipos de mosquitos (2 Rs. 1:2; 3:16), tal nome diz respeito, também, a um dos principais demônios (Mt. 10:25; 12:24: Mc. 3:22).
CAPETA - d
o acordo com os etimologistas, a palavra capeta é formada pela junção de capa + eta. Isso, segundo estudiosos, deve-se ao fato de antigamente o diabo ser apresentado com uma capinha preta. Trata-se, portanto, de uma forma popular criada por superstição ou por receio de se pronunciar os nomes diabo e Satanás. São inúmeros os exemplos de casos semelhantes. Veja alguns: anhangá, anhangüera, anjo-tenebroso, anjo-caído, arrenegado, Asmodeo, azucrim, beiçudo, bicho, bicho-feio, bicho-preto, bode-preto, bruxo-do-inferno, bute, cabeça de urupemba, cafuçu, cafute, caneco, canheta, canhoto, capa-verde, capiroto, cão, cão-tinhoso, cão-miúdo, capa-verde, careca, carocho, chavelhudo, cifé, coisa-à-toa, coisa-má, coisa-ruim, condenado, coxo, cujo, cremulhano, debo, decho, demo, derrotado, diá, diangas, diacho, diale, dianho, dito-cujo, droga, éblis, ele, encardido, excomungado, exu, farrapeiro, fate, feio, figura, fioto, futrico, galhardo, gato-preto, indivíduo, jeropari, labrego, lá-de-baixo, mafarrico, malacão, má-jeira, mal-encarado, maldito, malvado, manquinho, mau, mico, mofento, moleque, moleque-do-surrão, não-sei-que-diga, nico, pé-cascudo, pai-do-mal, pé-de-cabra, pé-de-gancho, pe-de-pato, pé-de-peia, Pedro Botelho, penereiro, porco-sujo, provinco, rabão, rabudo, romãozinho, sapucaio, sujo, taneco, temba, tentador, tição, tinhoso, tisnato, troço, zarapelho.
DEMÔNIO - apresenta, no hebraico, sentido satírico. São dois os termos usados no Antigo Testamento: “sair” (
peludo, felpudo, cabeludo) e “shed” (demônio, duende). No Novo Testamento (“daimonion” e “daimon”) designam os espíritos maus que se opõem a Deus e aos homens. No grego, “daimónios”, significa: o que provém da divindade, enviado por um deus.

DIABO – do grego “diabolos”, que significa
acusador, caluniador, difamador, maldizente. Traduz-se normalmente o termo hebraico “Satan”.
LÚCIFER - embora de uso bastante comum no meio religioso em geral, a palavra
Lúcifer, como tal, não aparece nas traduções da Bíblia. Trata-se de um termo latino (Lucifer, de lux + fero), ao pé da letra: portador da luz, o que produz a claridade. Tal termo é uma tradução latina de “estrela da manhã”, que aparece em Isaías 14:12:: “Como caíste desde o céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações!”. Em grego diz-se “Heosphoros”: luminoso, brilhante; em árabe “Zuhratun: o” resplandecente. Lúcifer, entre os teólogos, é tido como o supremo chefe dos anjos caídos, equivalendo na Satanás ou diabo.


SATANÁS - no grego “Satanas” e no hebraico “Satan” significa: adversário. Em latim: o que arma cilada, inimigo. O verbo hebraico “li’satan” quer dizer odiar, aborrecer, detestar; acusar, culpar; o adjetivo “stani” significa diabólico, infernal; o substantivo masculino “seten” expressa ódio e aborrecimento; e o substantivo feminino “sitná” indica inimizade, acusação, delação etc.

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É isso!

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