29 de out de 2012

Provérbios Populares Portugueses


Os provérbios populares são verdadeiras lições de vida: é também uma arte. Com poucas palavras, diz-se tudo e de maneira que faz pensar sobre a vida e tudo o que a ela se relaciona. A seguir vai uma lista deles, especificamente àqueles nascidos do idioma português, dos  que fazem parte da nossa longa tradição: 
A bodas e batizados não vás sem ser convidado;
A bom entendedor, poucas palavras bastam;
Abre a tua bolsa, abrirei a minha boca;
A cada santo o seu candelabro;
A cão mordido, os outros o mordem;
A cavalo dado não se olha o dente;
A César o que e de César;
A economia é a base da riqueza;
A exceção confirma a regra;
A fome alheia me faz prover minha ceia;
A fome e o frio metem a lebre a caminho;
A galinha da minha vizinha é sempre melhor que a minha;
Água mole em pedra dura tanto dá até que fura;
Água sobre água nem suja nem lava;
Águas passadas não movem moinhos;
A homem farto, as cerejas amargam;
Ajuda-me que eu te ajudarei;
Alcança quem não cansa;
Amigo de bom tempo muda-se com o vento;
Amigos, amigos, negócios à parte;
Amor antigo não enferruja;
Amor com amor se paga;
A morte a todos iguala;
A morte liquida todas as contas;
A necessidade faz lei;
à noite todos os gatos são pardos;
Antes burro vivo que sábio morto;
Antes invejado que coitado;
Antes que cases vê o que fazes;
Antes quero asno, que me leve, que cavalo que me derrube;
A ocasião faz o ladrão;
A ociosidade é a mãe de todos os vícios;
Ao homem ousado, a fortuna dá a mão;
Ao rico não devas e a pobre não prometas;
A palavra é de prata, o silêncio é de ouro;
Apanha-se mais depressa um mentiroso que um coxo;
A perseverança tudo alcança;
A prática faz o mestre;
Aprende e serás mestre;
A quem madruga Deus ajuda;
A quem muito se baixa, o rabo lhe aparece;
A quem se faz mel, moscas o comem;
A quem se faz ovelha, come-o o lobo;
A quem servir a carapuça, que a ponha;
A rir, a rir, muitas verdades se dizem;
A roupa suja lava-se em casa;
As aparências enganam ;
As más notícias espalham-se rapidamente;
As paredes têm ouvidos;
As pragas são como as procissões, por onde entram saem;
Assim como cantares, assim dançarei;
Assunto de todos não é de ninguém;
A uma boca, uma sopa;
A união faz a força:
Avarento rico não tem parentes nem amigos;
A velhice não está nos anos;
A verdade, ainda que amarga, se traga;
Barriga cheia, pé dormente;
Bem começado é meio acabado;
Bem se lambe o gato, depois de faro;
Bicho ruim não morre;
Boca de mel, coração de fel;
Boca que diz sim diz não;
Boi morto vaca é;
Boi sonso, chifrada na certa;
Bolsa cheia, coração alegre;
Cada cabeça, cada sentença;
Cada coisa a seu tempo;
Cada macaco no seu galho;
Cada ovelha com sua parelha;
Cada passarinho gosta do seu ninho;
Cada qual com seu igual;
Cada um colhe aquilo que semeia;
Cada um em sua casa é rei;
Cada um no seu ofício;
Cada um sabe as linhas com que se cose;
Cada um sabe onde lhe aperta o sapato;
Cão que ladra não morde;
Casamento, apartamento;
Casa onde não há pão, todos ralham, ninguém tem razão;
Casa roubada, trancas na porta;
Cautela e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém;
Com cabeça de lobo, ganha o raposo;
Comer e coçar, é só começar;
Como canta o abade, assim responde o sacristão;
Companhia de dois, companhia de bons;
Conforme o a música, assim a dança;
Conquista boa fama e dorme a manhã na cama;
Corre o ouro para o tesouro;
Coisa adiada não está acabada;
Criança amimada, criança estragada;
 Dai a César o que é de César;
Deixa estar, jacaré, a lagoa há de secar;
De médico e de louco todos nós temos um pouco;
De pequenino é que se torce o pepino;
Depois da tempestade vem a bonança;
Depois de servido, adeus, meu amigo;
De puxar, se quebra a corda;
Deus ajuda a quem madruga;
Deus dá o frio conforme a roupa;
Falando do Diabo, aparece o rabo;
Falar bem não custa a ninguém;
Faz aos outros o que gostarias que te fizessem;
Faz o bem sem olhar a quem;
Filho de peixe, peixinho é;
Filho de peixe sabe nadar;
Foge dos cães que não ladram;:
Gato escaldado de água fria tem medo;
Gostos não se discutem;
Grande nau, grande tormenta;
Guarda o que não presta, terás o que é preciso;
Há males que vêm por bem;
Há muitas maneiras de matar pulgas;
Há sempre um chinelo velho para um pé doente;
Homem apaixonado não admite conselho;
Homem perdido a tudo se agarra;
Homem prevenido vale por dois;
Homem prudente pode mudar de opinião, mas os loucos não;
Ladrão não rouba a ladrão;
Ladrão que rouba a ladrão tem cem anos de perdão;
Língua de mel, coração de fel;
Livra-te de homem que não fala e de cão que não ladra;
Macaco velho não aprende arte nova;
Mais fere a má palavra que espada afiada;
Mais vale cair em graça do que ser engraçado;
Mais vale prevenir que remediar;
Mais vale um pássaro na mão que dois voando;
Mata o urso antes de lhe venderes a pele;
Melhor é um pão com Deus que dois com o Diabo;
Miguel, Miguel, não tens abelhas e vendes mel?
Mocidade ociosa, velhice vergonhosa;
Morra Marta, morra farta;
Muita galinha e poucos ovos;
Muito come o tolo, mas mais tolo é quem lho dá;
Muito sabe o rato, mas mais sabe o gato;
Muitos padeiros não fazem bom pão;
Muitos vão buscar lã e voltam tosquiados;
Muito trovão é sinal de pouca chuva;
Na arca do avarento jaz o Diabo dentro;
Na boca do discreto, o público é secreto;
Não arrisques tudo de só vez;
Não cantes vitória antes do tempo;
Não compres nabos em sacos;
Não contes com o ovo no rabo da galinha;
Não contes os ovos antes de serem postos;
Não contes os pintos antes de nascerem;
Não deites foguetes antes do tempo;
Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje;
Não despertes o cão que dorme;
Não é com vinagre que se apanham moscas;
Não é o bom bocado para a boca do asno;
Não esperes por sapatos de defunto;
Não faças aos outros o que não gostarias que te fizessem;
Não há amor como o primeiro;
Não há bem que sempre dure nem mal que não acabe;
Não há cavalo que não tropece;
Não há dia sem tarde;
Não há dois sem três;
Não há mal que bem não traga;
Não há mal que sempre dure, nem bem que não se acabe;
Não há mostarda como a de São Bernardo;
Não há ninguém que não se engane;
Não há olhar como o do dono;
Não há regra sem exceção;
Não há rosa sem espinhos;
Não meças tudo pela mesma bitola;
Não metas a foice em seara alheia;
Não metas o nariz onde não és chamado;
Não pretendas ensinar o Pai-Nosso ao vigário;
Não saias da lama para te meteres no atoleiro;
Não saltes da frigideira para as brasas;
Não se fazem omeletes sem ovos;
Não se morre na véspera;
Não se pode agradar a Deus e ao Diabo ao mesmo tempo;
Não suba o sapateiro além da chinela;
Não te metas onde não és chamado;
Não tenhas cão se és tu que ladras;
Não te preocupes antes de tempo;
Na terra dos cegos quem tem um olho é rei;
Nem oito nem oitenta;
Nem sempre o Diabo está atrás da porta;
Nem sempre o hábito faz o monge;
Nem só de pão vive o homem;
Nem tudo que luz é ouro;
Ninguém diga: “Desta água não beberei!”;
Ninguém é profeta na sua terra;
Ninguém foge ao seu destino;
Ninguém nasce ensinado;
Ninguém toca em carvão que não saia enfarruscado;
No aperto e no perigo é que se conhece o amigo;
No melhor pano cai a nódoa;
Nunca bom cão ladrou em vão;
Nunca deixes o certo pelo duvidoso;
O barato sai caro;
O bom filho à casa torna;
O bom gosto não se ensina;
O Diabo não é tão feio como o pintam;
O dinheiro não compra felicidade;
O fim justifica os meios;
O futuro a Deus pertence;
O hábito faz o monge;
O homem põe e Deus dispõe;
Olho por olho, dente por dente;
O mar bate na rocha e quem paga é o mexilhão;
O mau operário queixa-se da ferramenta;
O melhor cavalo tropeça;
O papel aceita tudo;
O pior porco come a melhor bolota;
O que a um cura a outro mata;
O que é de mais aborrece;
O que é novo depressa envelhece;
O que não tem remédio remediado está;
O que o berço dá a tumba o leva;
O que os olhos não vêem o coração não sente;
O que para uns é mel, para outros é fel;
O que se poupa no farelo gasta-se na farinha;
Os amigos são para as ocasiões;
O segredo é a alma do negócio;
O seguro morreu de velho;
Os gostos não se discutem;
O silêncio é de ouro, a palavra é de prata;
O Sol quando nasce, é para todos;
Os últimos são os primeiros;
O tempo é dinheiro;
Ouvi primeiro e falai derradeiro;
Paga o justo pelo pecador;
Palavra de rei não volta atrás;
Palavras bonitas não enchem barriga;
Palavras sem obra são como tiro sem bala;
Para a frente é que é o caminho;
Para baixo todos os santos ajudam;
Para bom entendedor, meia palavra basta;
Para morrer basta estar vivo;
Para tudo há remédio, exceto para a morte;
Pau que nasce torto tarde ou nunca se endireita;
Pecado confessado é meio perdoado;
Pedra que rola não cria musgo;
Pela boca morre o peixe;
Pela obra se conhece o artista;
Pelo dedo se conhece o gigante;
Pior a emenda que o soneto;
Por amor dos santos se adoram os altares;
Poupa na cozinha e aumentarás a tua casinha;
Primeiro a obrigação, depois a devoção;
Primeiro os dentes, depois os parentes;
Quando o gato está longe, os ratos brincam;
Quando um não quer, dois não brigam;
Quando vires as barbas do vizinho a arder, põe as tuas de remolho;
Quanto mais depressa amadurece, mais depressa apodrece;
Quanto mais se tem, mais se quer;
Quem abrolhos semeia espinhos colhe;
Quem cabritos vende e cabras não tem, de algures lhe vêm;
Quem casa quer casa;
Quem com cães se deita, com pulgas se levanta;
Quem comeu a carne que roa o osso;
Quem com porcos se mistura, farelos come;
Quem dá aos pobres empresta a Deus;
Quem desdenha quer comprar;
Quem diz o que quer ouve o que não quer;
Quem espera desespera;
Quem espera por sapatos de defunto toda a vida anda descalço;
Quem espera sempre alcança;
Quem me avisa meu amigo é;
Quem meu filho beija minha boca adoça;
Quem não arrisca não petisca;
Quem não chora não mama;
Quem não deve não teme;
Quem não quer brigar com jacaré tira o rabo da água;
Quem não quer ser lobo não lhe veste a pele;
Quem não tem cão, caça com gato;
Quem nasceu para cangalha não dá para sela;
Quem o feio ama bonito lhe parece;
Quem primeiro nasce primeiro chora;
Quem procura sempre alcança;
Quem semeia ventos colhe tempestades;
Quem tem alforjes e asno, quando quer, vai ao mercado;
Quem tem boca vai a Roma;
Quem tem telhados de vidro não atira pedras ao do vizinho;
Quem tem vergonha anda magro;
Quem trabalha de graça é relógio;
Quem tudo quer tudo perde;
Quem vê cara não vê coração;
Quem viver verá;
Querer é poder;
Ralham as comadres, descobrem-se as verdades;
Rei morto, rei posto;
Riso hoje, choro amanhã;
Santos de casa não fazem milagres;
Se queres bom conselho, pede-o ao velho;
Se queres ter boa fama, não te tome o sol na cama;
Só Deus sabe o que vai no coração das pessoas;
Tal cão, tal dono;
Tamanho não é documento;
Tantas cabeças, quantas sentenças;
Tanto morrem os cordeiros como os carneiros;
Toda a rosa tem espinhos;
Tudo tem o seu tempo;
Todos os pássaros comem trigo e quem paga é o pardal;
Todos os rios vão dar ao mar;
Tristezas não pagam dívidas;
Tudo se parece com o dono até o ferrolho da porta;
Uma desgraça nunca vem só;
Uma mão lava a outra... e ambas, a cara;
Um coração contente é um festim permanente;
Um dia é de caça, outro do caçador;
Vão-se os anéis, fiquem os dedos;
Vaso ruim nunca quebra;
Vassoura nova varre bem;
Vintém poupado é vintém ganhado;
Viúva rica, casada fica;
Voz do povo, voz de Deus.

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É isso!

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