30 de out de 2012

Cores e conceitos



Uma das características das línguas, é a dupla significação que seus termos produzem. Na caso das cores, por exemplo, e, referindo-se ao nosso vernáculo português, encontramos interessantes conceitos advindos das cores.
Do amarelo temos o verbo amarelar, comumente usado no linguajar popular para expressar desistência ou receio de se enfrentar situação perigosa ou difícil, em outras palavras: acovardar-se. Exemplos: Mais uma vez ele amarelou. / Estava disposto a pedi-la em namoro, porém, de repente amarelou.
Do verde extraímos o sentido de palidez. Exemplo: Ficou verde de susto. Diz-se, também, dos primeiros anos de existência, quando a vida inicia sua jornada.

Do azul concebeu-se a expressão “tudo azul”, para externar uma situação excelente, o melhor dos mundos. Exemplo: Hoje está tudo azul (tudo maravilhoso).

Do vermelho surgiu as expressões “estar no vermelho” ou “sair do vermelho”, significando – respectivamente, condição de prejuízo (de indivíduo, empresa, etc.).

Do preto temos, entre outras, a expressão “pôr o preto no branco”, que quer dizer: passar a documento escrito qualquer declaração verbal.

Do branco podemos fazer menção da expressão “dar um braço”, denotando um lapso momentâneo da memória. Exemplo: Dizia que estava bem preparado para a prova, porém, no momento crucial deu um  branco no aluno.

Do roxo temos o sentido de algo muito desejado, de alguém muito ansioso. Exemplo: Está roxo para se livrar da dívida. Diz-se ainda de algo muito intenso, excessivo, desmedido. Por exemplo: paixão roxa (paixão desmedida), exagerada.

Do cinza extraímos os conceitos de aniquilamento, luto, destruição, dor, humilhação etc. Por exemplo: Da árdua batalha porque passou, infelizmente só lhe restaram as cinzas

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É isso!

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