10 de fev de 2012

A formação dos Nomes Próprios no Brasil


Em nossos dias, especificamente no Brasil, não há um critério lógico para escolher o nome de uma criança. Lamentavelmente quase sempre prevalecem os interesses pessoais dos pais ou parentes. Há um caso familiar, por exemplo, em que o pai queria que o menino se chamasse LUAN; a sogra, por sua vez, insistia na escolha de ANDERSON. Foi dessa “peleja” que nasceu LUANDERSON. Em um outro episódio, certo casal firmou um acordo no qual foi estabelecido que cada criança que viesse a nascer, receberia um nome com a letra inicial I: Foi deste “pacto” que surgiram: IVANETE, ISABEL, ISOLDA, IRANEIDE, IVANEIDE, IRAMAR, IRISMAR, ISAMAR, IDALÉCIO, ISAÍAS, ILDIMAR, ISRAEL e INGRID (este um homem). Há ainda outro caso em que os pais, deslumbrados com o episódio bíblico do Mar Vermelho, puseram no filho o inusitado nome MOISÉS DEUSEMAR, ou seja: Moisés + Deus + Mar.

Além dos nomes inventados, há entre os brasileiros uma mania de se formar nomes a partir de sílabas dos nomes paterno e materno. Por exemplo: Catacisco (de Catarina + Francisco), Aguimar (Aguinaldo + Maria), Mariel (Maria +Ariel) etc.

É também comum, criar-se nomes mediante a transposição das letras de um outro nome, são os chamados anagramas. Por exemplo: Leonam = Manoel, Lisarb = Brasil, Sued = Deus, Edazima = amizade, Airam = Maria, Acirema = América, Ailema = Amélia etc.

Outra mania de brasileiro é inventar nomes cujos sons sejam parecidos. Daí surgir numa mesma família, nomes do tipo: Iramar, Irismar, Isamar, Ildimar. Há ainda os casos em que, no instante do registro oficial, erra-se o nome ao pronunciá-lo. Por exemplo: Abigair (em vez de Abigail), Dolival (por Dorival), Gamalier (no lugar de Gamaliel) etc.

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É isso!

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