13 de nov de 2012

O que é “Mitologia”



A palavra mitologia tem origem no grego mythología, constituída por um leque muito abrangente de lendas e crenças, que tentavam explicar – simbolicamente – a realidade universal. Os símbolos e as figuras são as principais características da religião primitiva dos Gregos. Apresenta a personificação dos planetas, dos ventos, dos fenômenos celestes, das revoluções físicas do globo, dos primeiros  fundamentos da sociedade, dos primeiros ensaios da agricultura, da industria, e especialmente de metalurgia. É grande a obscurantismo que envolve esta religião primitiva. São muito curiosas as crenças religiosas dos Gregos, na época em que foi composta a Teogonia, atribuída a Hesíodo, isto é, no século VIII antes da nossa era. Eis um pequeno trecho de um poema: “No princípio foi o Caos, depois a Terra, com o seu vasto seio, base inabalável de todas os seres; depois, no fundo de seus abismos o Tártaro, e o Amor, o mais belo dos deuses imortais. Do Caos nasceram as trevas inferiores e superiores, o Érebo e a Noite, que unindo-se produziram o Éter e o Dia, a luz superior e a luz inferior.  A Terra gerou sucessivamente Ouranos (o céu), as montanhas, e Pontos (o mar); depois unindo-se ao Céu deu à luz o Oceano,, e Tétis, a mãe das fontes e dos ribeiros. A este primeiro par seguiram-se outros cinco, e entre os doze filhos os mais notáveis foram os Ciclopes, os Hecatonqueiros, seres de cem mãos, e finalmente Cronos (o tempo), o último de todos. Ouranos amedrontado com o nascimento destes filhos, que pressagiavam o fim do seu império, tornou a submergi-lo no seio da Terra, a qual, auxiliada por Cronos, armou um laço ao esposo, que foi cruelmente mutilado por seu filho. Das gotas de sangue de Ouranos nasceram as Erínias ou Fúrias, os gigantes e as ninfas Melias. Dos pedaços da carne, cabidos no mar, formou-se uma espuma de onde saiu Afrodite, a deusa da beleza, à qual logo se prenderam o Amor e o Desejo. Pela sua parte, a Noite tinha sucessivamente dado à luz o Destino, a Morte, o Sono, os Sonhos, o Riso, as Lágrimas, as Hespérides, as Parcas, as Penas divinas, Nêmesis  a Fraude, a Amizade, a Velhice, a Discórdia etc.  Esta última, a seu turno, produzia o Trabalho, o Esquecimento, a Fome etc., e outras divindades, símbolos das misérias humanas.

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É isso!

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