25 de nov de 2012

Gnose, Gnóstico e Gnosticismo


A palavra gnóstico vem do grego gnostikos: capaz de conhecer, conhecedor, iluminado, ilustrado, dotado de conhecimento. Refere-se o termo ao seguidor do gnosticismo, ecletismo filosófico sincrético surgido nos primeiros séculos da Era Cristã, principalmente em Alexandria, e que pretendia conciliar todas as religiões através da gnose, um mistério transmitido aos fiéis mediante complexos ritos de iniciação, e definido da seguinte forma por José Ferrater Mora, em seu “Dicionário de Filosofia”: “Define-se de um modo geral o gnosticismo como toda a tendência e pretensão de conseguir o saber absoluto, sem que isso signifique sempre o acesso ao mesmo por via puramente racional ou intelectual: mas antes mística e estética. Usualmente chamam-se gnósticos a uma série de pensadores que elaboraram grandes sistemas teológico-filosóficos durante os primeiros séculos da era cristã, nos quais se encontram misturadas as especulações do tipo neo-platônico com os dogmas cristãos e as tradições judaico-orientais.” E na definição do “Novo Dicionário da Bíblia”, organizado por J. D. Gouglas:  O termo gnosticismo é derivado do vocábulo grego gnosis, conhecimento, e tradicionalmente aplicado a um conjunto de ensino herético que a igreja primitiva teve de enfrentar nos dois primeiros séculos de nossa era. Entretanto, atualmente é largamente aplicado para aquelas formas da religião helenista, tanto pré-Cristã como pós-Cristã, que exibem características semelhantes àquelas heresias e algumas vezes a qualquer forma de religião em que o dualismo e a possessão de conhecimento superior são elementos importantes: por isso tem sido aplicado a certas porções do Novo Testamento e, de fato, ao Cristianismo como um todo. Exemplos extraídos da nossa Literatura: de Euclides da Cunha, em “Os Sertões”: “Bastava que volvêssemos aos primeiros dias da Igreja, quando o gnosticismo universal se erigia como transição obrigatória entre o paganismo e o cristianismo, na última fase do mundo romano em que, precedendo o assalto dos Bárbaros, a literatura latina do Ocidente declinou, de súbito, mal substituída pelos sofistas e letrados tacanhos de Bizâncio.


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É isso!

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