13 de nov. de 2012

A “Era Juliana”



Data a era Juliana desde a reforma de Júlio César no calendário romano, adotado no governo de Rômulo na fundação de Roma, e reformado imediatamente no governo de Numa Pompílio. Deram origem a estas reformas, as discordâncias do cômputo civil com os fenômenos solares. Consiste o ponto essencial da reforma Juliana, na contagem sucessiva de um ano de 366 dias, depois de cada 3 anos seguidos de 365. Intercalava César este dia de acréscimo, entre 24 e  20 de fevereiro, ficando a ordem dos anos divisível por 4. E como este dia 24 era o 6º antes do 1º de março; e o dia intercalado era o 2º dia, 6º antes do mesmo 1º de março; daí veio o nome de bissexto, (duas vezes sexto), a este ano intercalar do calendário. Esta intercalação, da reforma de Júlio César, passou para o calendário cristão, com a supressão de 3 bissextos seculares em cada período de 400 anos, na reforma do Pontífice Gregório XIII em 1582: reforma em que foram suprimidos 10 dias nesse ano civil, depois do dia 4 de outubro, (contando-se o dia imediato como 15 do mês), para o preciso acordo do cômputo civil com os fenômenos solares. Teve lugar a reforma Juliana no ano 708 de Roma, ano 46 antes da era comum, e é por isso que começa esta era no ano imediato 45, correspondente a 709. Intercalaram-se então, no ano da reforma, 67 dias distribuídos em 2 meses, entre novembro e dezembro; além do mês Mercedônio de 23 dias, assim denominado de Mercedona, (deusa das transições e dos pagamentos), intercalado no mesmo ano entre 23 e 24 de fevereiro, como era usual no calendário de Numa, de cada 2 em 2 anos, embora aumentassem, a pretexto do acordo do cômputo, ou diminuíssem os pontífices, os dias do Mercedônio. A este ano de reforma Juliana, constante então de 415 dias distribuídos ora 15 meses; deu-se por este motivo o nome de “ano de confusão.”

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É isso!

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